quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
"A Prejudicial Publicidade Infantil"
O filme dirigido por Estela Renner demonstra exatamente o título desta postagem. A chamada Publicidade dirigida ao publico infantil traz nefastas consequências ao processo de socialização de um ser humano em desenvolvimento. A valoração no ter, a coisificação das relações humanas, o desenvolvimento da especulação em momento delicado da vida e de formação da personalidade.
"Inveje seu coleguinha por causa do tênis que ele tem", "peça para mamãe comprar sua felicidade", "peça esse brinquedo pro seu pai", "Grite pelo celular do momento", "não fale com gente ultrapassada", "jogue fora sua sandália"... Compre, compre, compre.
Nossa sociedade vem permitindo a violência do caráter em formação cotidianamente. As mensagens de publicidade invadem os lares e abocanham cérebros inocentes e em construção dos valores humanos.
Consumidores vorazes começam a nascer e os pais buscam no comprar o preenchimento da lacuna do diálogo e do lúdico, tornando-se cúmplices sem perceber. Crianças cada vez mais insatisfeitas que sem perceber escolhem o verbo comprar como de maior importância em detrimento do brincar.
Por isso mesmo, me engajo na participação da campanha "Publicidade Infantil Não".
Clicando em publicidadeinfantilnao.org.br podemos obter maiores informações e até assinar manifesto que exige mudanças na legislação.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
"PARIS", o filme.

Trata-se de breve (nem tanto) e despretensioso comentário sobre o filme "Paris" dirigido por Cédric Klapisch. O cenário obviamente não poderia ser outro: A cidade da Luz! Observamos PARIS nos dias atuais apresentando as estações do outono e inverno. O título do filme, de fato, tem ligação direta com a história. Observamos um rapaz parisiense (ex-bailarino) que está muito doente do coração e necessitando fazer um transplante deste órgão.
Ele vive num pequeno e aconchegante apartamento em bairro (“arrodissement” - não mencionado no filme) não menos aprazível e de sua sacada observa o cotidiano desta linda cidade que de alguma forma o impulsiona a lutar pela vida. Sua condição coloca-o como observador de tudo e todos à sua volta de uma forma diferente. A sisudez da dona da padaria, o olhar meigo da atendente da mesma loja, a estudante de história que divide relações íntimas com seu professor e colega de faculdade, os idosos nas ruas, o olhar crítico-irônico do francês parisiense, a arquitetura antiga e linda que se contrasta com os arranha céus distantes, os vendedores de frutas, bem como, estrangeiros que buscam um lugar ao sol.
Ele vive num pequeno e aconchegante apartamento em bairro (“arrodissement” - não mencionado no filme) não menos aprazível e de sua sacada observa o cotidiano desta linda cidade que de alguma forma o impulsiona a lutar pela vida. Sua condição coloca-o como observador de tudo e todos à sua volta de uma forma diferente. A sisudez da dona da padaria, o olhar meigo da atendente da mesma loja, a estudante de história que divide relações íntimas com seu professor e colega de faculdade, os idosos nas ruas, o olhar crítico-irônico do francês parisiense, a arquitetura antiga e linda que se contrasta com os arranha céus distantes, os vendedores de frutas, bem como, estrangeiros que buscam um lugar ao sol.

Parece muito familiar e até clichê de início, pois, trata-se de uma série de pequenas histórias paralelas com personagens que de alguma forma se interrelacionam e se conectam nesta cidade que demonstra ser mais uma personagem. O fato é que não dá vontade de ir embora da sala de cinema, nem quando acaba e os letreiros começam a subir. É uma daquelas histórias que nos dá vontade de ir ao barzinho/bistrô ou restaurante calmo com a namorada, noiva, esposa e amigos mais chegados para conversar sobre o filme tomando um bom vinho tinto...E assim eu fiz! (rs).
E para quem já teve a honra e oportunidade de ir à Paris, aparece uma enorme vontade de voltar para rever esta linda cidade e os locais de alguma forma retratados no filme: Sacré Couer, Montparnasse, Notre Dame, Champs Elysée, Montmartre, Torre Eiffel, metrôs, etc.
O idioma do filme – graças a Deus! - é o francês e desta forma não o deixa estereotipado. Mas, importante se dizer que a cidade mais conhecida e bela do mundo como cenário não é o único atrativo deste longa-metragem. A diversidade pulsa! O ser Humano é o foco e o mais importante. O processo da existência e os dilemas de cada um é o que importa... E a mensagem que o amor é a busca incessante de todos.
Vale muito a pena refletir sobre os sentimentos da personagem ex-bailarino doente (Romain Duris), a espera do transplante que é capaz de transmitir ao espectador a dor que sente e nos mostra que é possível transpor este momento de dor e buscar paciência, tentando curtir o que a vida proporciona, brincando com as sobrinhas, tendo alegrias sinceras.
Desta maneira, a história se constrói na medida em que o diretor aponta suas lentes para os feirantes que disputam a freguesia, para a moça que começa da padaria meiga, a dona da mesma padaria que se mostra insuportável, o professor de história intelectual e hermético que se vê “quebradiço” ante uma paixão por uma linda estudante quase volúvel; o arquiteto (irmão do professor de história) que se mostra frágil ante o desejo de ser pai; o jovem negro que deixa a República dos Camarões para viver com seu irmão na cidade da Luz; a assistente social (Juliette Binoche), mãe de três filhos que se vê chacoalhada com o drama do irmão doente e reflete sobre sua vida.
A partir do mosaico de vidas em Paris o Diretor vai dando seu recado.
O filme "Paris" teve três indicações ao César (o Oscar francês), nas categorias Edição, Filme e Atriz Coadjuvante (Karin Viard). Trata-se de um filme Bonito, honesto, tocante e capaz de fazer com que o espectador contemple também o cenário em que a história se passa.
E para quem já teve a honra e oportunidade de ir à Paris, aparece uma enorme vontade de voltar para rever esta linda cidade e os locais de alguma forma retratados no filme: Sacré Couer, Montparnasse, Notre Dame, Champs Elysée, Montmartre, Torre Eiffel, metrôs, etc.
O idioma do filme – graças a Deus! - é o francês e desta forma não o deixa estereotipado. Mas, importante se dizer que a cidade mais conhecida e bela do mundo como cenário não é o único atrativo deste longa-metragem. A diversidade pulsa! O ser Humano é o foco e o mais importante. O processo da existência e os dilemas de cada um é o que importa... E a mensagem que o amor é a busca incessante de todos.
Vale muito a pena refletir sobre os sentimentos da personagem ex-bailarino doente (Romain Duris), a espera do transplante que é capaz de transmitir ao espectador a dor que sente e nos mostra que é possível transpor este momento de dor e buscar paciência, tentando curtir o que a vida proporciona, brincando com as sobrinhas, tendo alegrias sinceras.
Desta maneira, a história se constrói na medida em que o diretor aponta suas lentes para os feirantes que disputam a freguesia, para a moça que começa da padaria meiga, a dona da mesma padaria que se mostra insuportável, o professor de história intelectual e hermético que se vê “quebradiço” ante uma paixão por uma linda estudante quase volúvel; o arquiteto (irmão do professor de história) que se mostra frágil ante o desejo de ser pai; o jovem negro que deixa a República dos Camarões para viver com seu irmão na cidade da Luz; a assistente social (Juliette Binoche), mãe de três filhos que se vê chacoalhada com o drama do irmão doente e reflete sobre sua vida.
A partir do mosaico de vidas em Paris o Diretor vai dando seu recado.
O filme "Paris" teve três indicações ao César (o Oscar francês), nas categorias Edição, Filme e Atriz Coadjuvante (Karin Viard). Trata-se de um filme Bonito, honesto, tocante e capaz de fazer com que o espectador contemple também o cenário em que a história se passa.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Sobre a ReencarnaAÇÃO

"... Se não há reencarnação, não há mais do que uma existência corporal, isso é evidente. Se nossa existência corporal é a única, a alma de cada criatura foi criada por ocasião do nascimento, a menos que admitamos a anterioridade da alma. Mas, neste caso perguntaríamos o que era a alma antes do nascimento, e se o seu estado não constituiria uma existência, sob qualquer forma. Não há, pois, meio termo: Ou a alma existia ou não existia antes do corpo. Se ela existia, qual era a sua situação? Tinha ou não consciência de si mesma? Se não a tinha, era mais ou menos como se não existisse; Se tinha, sua individualidade era progressiva ou estacionária? Num e noutro caso, qual a situação ao tomar o corpo?"
"... Uma só existência corporal (...) é manifestamente insuficiente para o espírito adquirir todo o bem que lhe falta e eliminar o mal que lhe sobra".
* (Livro dos Espíritos - Tradução J. Herculano Pires - Allan Kardec - Ed. LAKE, 1980)
* ("A caminho da Paz - Mário Kaúla - Gráfica LCR - 2009)
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